A tentativa da Energisa de empurrar mais uma proposta indigesta para o Acordo Coletivo de Trabalho 2025/2026 esbarrou, novamente, na consciência e na indignação da categoria. Em enquete realizada pelo Sinergia-MS, o resultado foi cristalino e constrangedor para a empresa: 88% dos trabalhadores reprovaram a proposta, apenas 11% aprovaram, e 1% se absteve. Um recado direto, sem margem para interpretação.
O dado escancara aquilo que o sindicato vem apresentando desde o início das negociações: a Energisa insiste em apresentar uma proposta que não dialoga com a realidade de quem sustenta o sistema elétrico no Mato Grosso do Sul. Enquanto finge negociar, a empresa simplesmente ignora a pauta construída coletivamente pelos trabalhadores, desconsidera reivindicações históricas e tenta normalizar a retirada de direitos, como se respeito fosse um detalhe descartável.
O contraste entre discurso e prática fica cada vez mais evidente. A Energisa adora repetir que valoriza as pessoas, mas quando senta à mesa, age como se a categoria fosse um custo a ser reduzido, não a base que gera seus lucros milionários. A proposta apresentada não enfrenta os problemas reais do dia a dia, não reconhece a sobrecarga, os riscos, a pressão constante e muito menos oferece avanços concretos. É uma proposta que empobrece o ACT e afronta a inteligência dos trabalhadores.
A reprovação massiva demonstra que a categoria está atenta, informada e disposta a reagir. Não se trata apenas de números, mas de um posicionamento político e coletivo contra a tentativa de empurrar retrocessos goela abaixo. O Sinergia-MS reforça que não compactua com negociações de fachada e não aceitará acordos construídos de costas para quem faz a energia acontecer todos os dias.
Para o presidente do Sinergia-MS, Francisco Silva, o recado da categoria foi claro e incontestável. “Se a Energisa quiser avançar, terá que mudar de postura: respeitar a pauta, abandonar a lógica do corte e sentar para negociar de verdade. Enquanto isso não acontece, a resposta seguirá sendo a mesma: reprovação, mobilização e luta. A categoria já mostrou que não aceita migalhas, e o sindicato não vai compactuar com acordos construídos de costas para quem faz a energia acontecer todos os dias”, afirmou.