Na manhã desta segunda-feira, 14 de julho, o Sinergia-MS participou de uma reunião virtual com representantes da Energisa-MS para discutir a realidade das empresas terceirizadas que prestam serviços à Energisa no estado do Mato Grosso do Sul.
Com firmeza e sensibilidade, a diretoria do sindicato reforçou a urgência de garantir condições dignas para os eletricitários. Foram levadas em pauta as preocupações que há tempos ecoam nas bases, a precarização das relações de trabalho, os atrasos frequentes no pagamento e a ausência de garantias mínimas para quem leva energia e esperança a tantas casas. Mais que números e relatos, a reunião foi um chamado à responsabilidade. Porque por trás de cada uniforme, há um trabalhador que merece respeito, segurança e dignidade.
É importante destacar que, a Energisa é legalmente obrigada a contratar apenas empresas com capacidade econômica para cumprir as obrigações trabalhistas e contratuais. Quando isso não acontece, é sinal de fraude na terceirização. Com isso, a empresa acaba jogando todo o risco nas costas do trabalhador, enquanto a concessionária ignora as regras que deveria seguir.
O sindicato está ciente que há contratos abusivos impostos pela Energisa às empresas terceirizadas. Muitos empresários têm boa vontade em valorizar a equipe e prestar serviços de qualidade, mas os termos impostos inviabilizam essa intenção. Em alguns casos, o próprio contrato coloca em risco o pagamento de salários e benefícios que estão garantidos no Acordo Coletivo.
“A Energisa é uma empresa maquiavélica, movida só pelo lucro. Ela terceiriza a responsabilidade, mas não fiscaliza e é caloteira com o eletricitário, que é a peça principal para manter a energia circulando no estado. Enquanto o trabalhador sofre com atrasos e precarização, a empresa segue lucrando como se estivesse tudo certo”, criticou Chico Ferreira, presidente do Sinergia-MS.
O Sinergia-MS segue na luta por melhores condições para todos os eletricitários e continuará cobrando da Energisa responsabilidade na escolha e fiscalização das empresas terceirizadas. Não aceitaremos que os trabalhadores paguem a conta da má gestão ou do descaso. Nossa luta é por respeito, valorização e dignidade, um chamado justo por reconhecimento a todos que movem a energia deste setor.