O Sinergia-MS esteve, na manhã desta quarta-feira (4), acompanhando os trabalhadores da Partnership durante o início da greve por tempo indeterminado. A mobilização ocorreu em Campo Grande e Corumbá, após a categoria rejeitar a proposta apresentada pela empresa para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
A decisão de paralisar as atividades foi tomada diante da ausência de avanços nas negociações. A proposta da Partnership se restringiu à recomposição e à redução temporária da coparticipação dos trabalhadores no plano de saúde para 20% até 31 de março de 2027, com previsão de retorno ao percentual de 30% até julho de 2027. Os demais itens da pauta do ACT não foram contemplados.
Para os trabalhadores, não havia condições de aprovar uma proposta que deixava de lado reivindicações importantes e não apresentava respostas para o conjunto das demandas da categoria.

Terceirização e precarização: os trabalhadores não podem pagar essa conta
A situação enfrentada pelos trabalhadores da Partnership também evidencia problemas que acompanham a terceirização dos serviços. Nesse modelo, os profissionais executam atividades essenciais para o funcionamento das empresas contratantes, mas frequentemente enfrentam condições de negociação e valorização diferentes daquelas oferecidas aos trabalhadores diretamente vinculados às empresas principais.
“Os trabalhadores da Partnership estão mostrando que não vão aceitar que suas condições de trabalho e seus direitos sejam tratados como questões secundárias. Estamos acompanhando de perto essa mobilização porque entendemos que a luta desses profissionais precisa ser respeitada. A força da categoria está na união e na capacidade de se organizar para defender suas conquistas”, afirmou Francisco Ferreira, presidente do Sinergia-MS.
Sinergia-MS acompanha mobilização e cobra avanços
A presença do Sinergia-MS na greve reafirma o compromisso do sindicato com a defesa dos trabalhadores e com o acompanhamento das reivindicações da categoria. Seguimos ao lado dos trabalhadores, apoiando a mobilização e cobrando que a Partnership apresente respostas concretas para os pontos pendentes do ACT.
A mobilização continua por tempo indeterminado, até que haja avanços nas negociações.