O Sinergia-MS tem acompanhado situações enfrentadas por trabalhadores e clientes em unidades da Energisa no estado. Entre os problemas identificados estão filas, redução do número de funcionários, pressão sobre as equipes e a substituição do contato presencial por totens, o que pode dificultar o acesso de parte dos consumidores aos serviços.
Entre 2025 e 2026, a Energisa reduziu em 312 o número de trabalhadores, sendo 11 empregados próprios e 301 terceirizados.
Os impactos atingem tanto quem procura a empresa quanto quem trabalha diariamente nas unidades. Enquanto os clientes enfrentam espera e dificuldades para resolver suas demandas, os profissionais convivem com aumento da carga de trabalho, pressão e sobrecarga.
Segundo o presidente do Sinergia-MS, Francisco Ferreira da Silva, é necessário considerar as condições de trabalho para discutir a qualidade dos serviços oferecidos à população.
“Quando faltam trabalhadores e a estrutura não acompanha a demanda, a pressão aumenta para quem está na linha de frente e a população também é prejudicada. Não podemos falar em cuidado com o consumidor sem olhar para quem realiza esse trabalho todos os dias. Valorizar os profissionais, garantir equipes suficientes e oferecer condições adequadas são medidas que contribuem diretamente para um serviço de qualidade”, afirma Francisco.
O Sinergia-MS também chama atenção para os impactos da sobrecarga na saúde dos trabalhadores, incluindo afastamentos relacionados à saúde mental. Esse cenário reforça a necessidade de medidas de prevenção ao adoecimento e de melhores condições para o exercício das atividades.
Seguiremos acompanhando as condições nas unidades da Energisa e cobrando medidas que garantam respeito, valorização dos trabalhadores e qualidade nos serviços oferecidos à população.
Saiba mais no vídeo: